quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Wet

My baby let me wet
so wet that I could flow
into this feeling,
above the sea,
up to the sky…
He makes me high
And he always
makes me willing
to do it again.
That’s my intent.

Tentativa atrevida de poetar em inglês - se alguém detectar algum erro, por favor me avise!

sábado, 8 de agosto de 2009

Mordida

Perco o sono
não por você,
mas por mim.
Você não entende
que na minha insônia
é quando escrevo
e isso não me é
nenhum pouco ruim.

Só sabe quem escreve
e tem em si essa alegria,
afinal, eu fui mordida
pelo bicho-poesia.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Contando amigos

Não quero contar amigos na internet,
orkut, facebook, linkedins da vida.
Não preciso de seguidores virtuais,
de quantidade cibernética,
quero sim as qualidades reais.
Chega a ser uma questão de ética.
Como posso chamar amigo
aquele quase desconhecido?
Eu sigo o amigo que me liga
e não o que escreve e não liga pra mim.
Assim não preciso ficar sozinha
em frente ao computador,
acreditando que estou numa roda de bar.
Prezo muito minha solidão,
e quando uso o teclado é para isso.
Para me concentrar, trabalhar, escrever.
Nessas horas, não quero ninguém a se intrometer!
É tempo de ficar só.
O MSN desconcentra, atrapalha.
Para que falar tanta besteira nessa tralha?
Quando é pra compartilhar,
convivo ao vivo e a cores,
mostrando meus sorrisos,
expondo as dores,
entre goles de cerveja e cachaça.
Rindo e reclamando de nossos amores.
Quero sentir o cheiro das flores
e não receber esses mimos surreais
que nos mandam através de links.
Mais do que contar: “fiz mil amigos”,
quero comemorar, aí sim,
quando um amigo de verdade eu ganhar.
Eis um bom motivo para se vangloriar.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Minha cachaça

Te sorver como goles de cachaça.
Você desce queimando, aquecendo,
me entorpecendo com teu mel.
Sentindo o azedo de teu limão
que queima, sob o sol, meu coração.
Você é a minha mancha, minha gula,
meu vício, minha tara.
Vou aonde você for.
Tá na cara que eu te quero
e ando embriagada desse amor.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Chuva

Tudo começou com uma gota que me molhou sem querer. Quando vi, já sentia o arrepio. Conheci você. Outras gotas se juntaram à primeira. Um sorriso, um olhar, uma voz leve a sussurrar. E, de repente, caía a chuva. Era fugir ou se molhar.
A dor de um coração partido ou de uma alma depenada não é nada. Pior é não conhecer o remédio. Ou ter a receita e não engolir a pílula. Não tomar o xarope. E continuar tossindo até a rouquidão total. Silêncio.

sábado, 1 de agosto de 2009

Aflor

O amor é uma flor que se exibe aos poucos. Cujas pétalas se abrem uma a uma, e se espalmam como quem vai dar um abraço. Seu perfume inebria, a beleza encanta, e sua sede impressiona. Então precisa ser regado. E mesmo assim pode murchar...