terça-feira, 4 de maio de 2010

Despedida

Como é triste a despedida.
Como é difícil partir.
Eu me pergunto o que faço
com tudo aquilo que vivi.

Também não sei como desfaço
todos planos que tracei
e as setas que apontei
na tua direção.

Como será
que eu transformo
tantos sins
em um só “não”?

Foto: Alexandre Grand
Modelo: Larissa Guitarrara

Um comentário:

Renata de Aragão Lopes disse...

Que lindo poema, Mariana!

O único jeito,
salvo engano,
é guardar o passado
na memória
e reunir novas setas
para o futuro.

Adicionarei seu espaço
entre as "delícias alheias"
que acompanho e recomendo! : )

Um beijo,
doce de lira